terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu tinha por volta de 6 anos quando a família mudou-se para a mesma rua, era uma família grande de 10 irmãos, uma escadinha e entre eles o caçula de 7 anos por nome João parecia ser diferente dos demais. Sua mãe uma mulher muito trabalhadeira tinha em si a culpa pelo problema do filho, ela demonstrava muito carinho por ele, acho até que era a única que compreendia sua situação e aceitava de forma natural.
Para nós, crianças que brincávamos por ali com os outros irmãos não entendíamos o que havia de “errado” com ele tinha,  minha irmã e eu  tinha apenas muito medo e nem chegávamos perto, já por conselho de nossa mãe.
O João apresentava um problema físico e mental, não falava, e tinha acabado de aprender a andar, ele era muito irritado e eu nem chegava perto. Todos da rua conheciam ele como “retardado” ou com algum defeito, pior ainda é que acreditavam que por sua ter tido tantos filhos é claro que um sairia “assim”.
Alguns anos depois não sei quantos. O João começou a freqüentar a “escola especial”, nessa época ele já falava porem sem nexo , não sabia o que estava dizendo e mexia com todos da rua.
Hoje permaneço na mesma rua e ele também, infelizmente sua mãe faleceu a muitos anos, ele me parece triste e desorientado, ainda freqüenta a “escola especial”, e uma irmã é responsável por seus cuidados. É muito triste pensar  na falta de conhecimento que tínhamos na época




 

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