terça-feira, 13 de agosto de 2013

Memorial reflexivo sobre Educação Especial

            Na minha infância não convivi com crianças ou adultos que tivessem alguma deficiência e eram poucas as crianças especiais que frequentavam a escola como hoje acontece. Essas crianças geralmente frequentavam a APAE e até mesmo ficavam isolados em casa sem ter contato social.
            Já na minha adolescência me mudei e nesse lugar fiz amizade com um vizinho deficiente visual, estudávamos na mesma escola no período noturno, eu, meu irmão e nosso amigo voltávamos para casa juntos, ajudando a guia-ló, embora sua autonomia de andar sozinho pela cidade apenas batendo as mãos para ouvir os sons e assim perceber se estava perto da calçada ou no meio da rua. Às vezes nos perguntávamos se ele não enxergava nem um pouquinho, pois admirávamos sua independência.
            Meu amigo não se identifica muito com o braile, ele sempre preferia a leitura realizada por outra pessoa. Certa vez perguntei para ele qual era seu nível de cegueira, ele me respondeu que via apenas vultos com sua visão esquerda.
            A inclusão veio para tornar essas pessoas existentes e criou oportunidade de desenvolver habilidades que até mesmo a família não consegue enxergar nessas crianças. Ainda existem preconceito e discriminação em relação a pessoas especiais, porém a sociedade, as crianças estão mais conscientes de que todos são iguais mesmo nas diferenças. Diferentemente da sociedade de nossos pais que via essas pessoas apenas como seres incapazes de convívio social, pois a própria família na defensiva o excluía do mundo.
            Hoje por trabalhar em uma escola da rede municipal tenho mais contato com crianças de diversas dificuldades e posso observar que na minha época essas crianças não tinham acompanhamento e ficavam à mercê do descaso e da falta de capacitação profissional e estrutura para que os professores pudessem trabalhar. Vejo que hoje em dia a inclusão é mais divulgada e trabalhada, já melhorou bastante, meu amigo, por exemplo, se formou em direito pala uems e hoje estuda o curso de ciências sociais na ufms. Isso é um grande avanço que precisa continuar acontecendo.




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