Quando
eu era criança desconhecia a existência de outras crianças portadora deficientes,
certo dia minha mãe foi visitar sua comadre que estava doente, e me levou
chagando lá fui brincar com outras crianças, a menina que morava naquela
residência foi si esconder num quarto do corredor. Eu me aproximei do quarto
e chamava a menina, neste momento ouvi um resmungado e continuei procurando
logo que entrei me deparei com uma jovem que não falava direito estava deitada
com uns travesseiros bem auto, pois babava. Fiquei muito assustada minha voz
não saia e nem consegui correr, fiquei com os olhos arregalados, no momento
achava que era alguém tinha morrido e estava ali guardada, o desespero foi
gigante, pois eu era criança meus pais nunca tinham falado sobre o assunto.
Comecei
a chorar a menina também, ela queria me tocar eu simplesmente não aceitava o
toque dela em mim, a mãe dela foi ver o que acontecia ficou muito brava, lembro
que ela dizia ninguém deveria entrar naquele quarto, muito menos crianças, pois
ela ficava muito agitada. No decorrer do tempo fui me aproximando mais daquela
casa, tinha vontade de vê-la, e quando eu passava perto ela estava tomando
banho de sol com uma boneca no colo, ninava como se tivesse um bebe de verdade,
achei interessante atitude de a menina ser carinhosa, e nesse sentido em tão
ela não seria um bicho ou um morto. Descobri que ela queria brincar e a mãe
dela e que não percebia ou até não tinha conhecimento sobre as vontades da
menina, e que ela só era diferente mais normal em sentimentos. Si fosse aos
dias de hoje com certeza a menina tinha evoluído muito, porque as informações
sobre portadores têm recursos e qualidade de vida.
Deficiente
Intelectual;
O
deficiente intelectual necessita aprender a ser e a viver como realmente é: uma
pessoa com direitos e deveres, que necessita ser educado de forma significativa
a fim de ser capaz de valorizar a visão positiva de si mesmo e estimular seu
desejo e confiança para conquistar competência intra e interpessoal Para tanto,
é necessário que sejam desenvolvidas diferentes estratégias de ensino
aprendizagem de forma a proporcionar ao aluno melhor interação, participação e
desenvolvimento deste nas atividades propostas, possibilitando lhe o acesso ao
conhecimento.
Cabe
ressaltar, que não existe um método ideal para o direcionamento das atividades
para os alunos com deficiência intelectual, de forma alguma se propõe que deva
ser utilizada uma gama de métodos indiscriminadamente. Mas sim, refletir
constantemente sobre o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, sobre a
própria prática e sobre as oportunidades de interação do aluno com o objetivo
de conhecimento, a fim de avaliar a eficácia das estratégias, bem como propor
adaptações ou alteração de procedimentos.
Conforme
consta no Art. 8° da Resolução CNE/CEB n° 02/01, no inciso V, em sala de
recursos será realizada a complementação ou suplementação curricular, bem como,
no inciso IV, alínea “a”, as classes comuns devem contar com a atuação
colaborativa de professor especializado em educação especial.
A
utilização de um único método de ensino pode até contribuir para a construção
da aprendizagem de alguns alunos, no entanto, esse mesmo método específico pode
se constituir como barreira de aprendizagem para outros. Desta forma, o
professor precisa planejar estratégias diversificadas de ensino, pois nem todos
os alunos constroem o conhecimento pelos mesmos caminhos, ou seja, os alunos
têm diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.
Considerando
as dificuldades que os alunos com deficiência intelectual apresentam e a
necessidade do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem elaborada, que
visam atender e facilitar o desenvolvimento de todos os alunos e necessários
que o professor ao planejar suas aulas tenha o conhecimento de qual prática
está utilizando para atender as diferenças sem excluir a participação do aluno
no conteúdo trabalhado em sala.
SCHLÜNZEN,
Elisa Tomoe Moriya. Mudanças nas práticas pedagógicas do
professor: criando um ambiente construcionista,
contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais
físicas. Tese (Doutorado em Educação) – PUC – São Paulo, Acessado 2000. 27/06/2013
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