Durante a minha vida tive uma infância repleta de emoções.Já
a adolescência não foi muito proveitosa,pois aos dezesseis anos me casei.Foi
nesta fase que conheci um deficiente intelectual,era um vizinho chamado Roberto
que tinha Síndrome de Down,naquela época ele tinha em torno de 30 anos de
idade,e frequentava a instituição da APAE há uns 2 anos.Muitas vezes pude
presenciar algumas mudanças de comportamento dele,às vezes ele parecia mais uma
criança de 5 anos que brincava muito com brinquedos como carrinhos,e também era
muito carinhoso com as pessoas,mas também quando ele ficava triste se tornava
uma pessoa agressiva,mas podíamos perceber que ele não tinha noção do que
estava fazendo naquele momento,pois muitas vezes ele mesmo se agredia
fisicamente. Pude perceber que
talvez se ele tivesse tido a oportunidade de um acompanhamento adequado desde a
infância talvez sua vida tivesse sido diferente,possivelmente o seu
comportamento seria quase idêntico ao de uma pessoa sem deficiência intelectual
com 30 anos.Às vezes a super proteção dos pais,nesse tipo de caso,de achar que
o filho nunca vai estar apto a viver na sociedade,se torna tão prejudicial para o
deficiente intelectual,quanto para a família. Que não dá condições para o
deficiente intelectual ser igual a qualquer outra pessoa em comum,priorizando-o
de várias coisas.Acho que o preconceito às vezes começa no próprio ambiente
familiar,de achar que aquele ser é diferente de todos.Mas não é bem assim apenas
precisam de um acompanhamento um pouco mais rigoroso em relação as outras
pessoas.
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