Memorial autobiográfico, referente à primeira atividade do Projeto de
extensão de Psicologia Histórico Cultural e Atendimento Educacional
Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual: possibilidades
teórico-metodológicas a práxis pedagógica, sobre orientação do Professor Mestre
Giovani Ferreira Bezerra, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus de
Naviraí.
Neste rumo, iniciarei contando minhas experiências e conhecimentos sobre meus
contatos com pessoas com algum tipo de deficiência, em especial deficiência
intelectual, minhas vivências com pessoas com algum tipo de deficiência são
poucas, tendo em vista que época em que eu cursava a educação básica, não se
falava ainda em inclusão na escola comum.
Meu primeiro contato com uma pessoa com deficiência, aconteceu com o tio
de uma amiga minha, por volta dos meus 7 anos de idade, me recordo que fui a casa desse homem acompanhada com minha amiga e a mãe dela, que todos os dias
ia até esta casa para fazer a limpeza e a comida, pois o irmão dela que morava com a pessoa com
deficiência trabalhava o dia todo, assim para ele não ficar sozinho me recordo
que uma vizinha era responsável por o olhar enquanto um dos irmãos responsáveis
por ele não chegavam, me lembro que
quando o vi, fiquei com medo, depois de conversar com minha que me explicou que era necessário ter
medo, comecei a mudar minha visão de criança, hoje já adulta o vi e conversando com a sobrinha e a irmã dele e
analisando a partir dos conhecimentos vivenciados na disciplina de educação
especial e o curso de extensão, percebi que ele possui deficiências múltiplas,
nesse caso ele possui deficiência intelectual, física, na fala e também na
audição, perguntei se ele já freqüentou algum atendimento especializado e a
irmã me respondeu que não, fez apenas alguns tratamentos médicos, mas que ela
não viu avanços em seu irmão.
Minha segunda experiência com pessoas com deficiência aconteceu em minha
escola do ensino fundamental, com um aluno que havia perdido a fala quando mais
novo, na época ninguém nos apresentou, apenas o colocaram no fundo da sala, me
lembro que ele era um menino muito inteligente, escrevia muito, fazia muitas
anotações das atividades propostas, não tenho conhecimento se existia alguma
possibilidade dele recuperar a fala, mais existia a possibilidade da perda da
audição, nessa época esse aluno começou a fazer uso de aparelhos auditivos, por
muitas vezes ele parecia incomodado, e alguns alunos começaram a chamá-lo de
surdinho, minha professora parecia não se importar, ignorando por muitas vezes
essas situações constrangedoras.
Apesar de minhas experiências serem poucas e bem remotas, acredito que
podem ser muito importantes para minha formação como futura profissional da
educação, a disciplina de educação especial e o projeto de extensão apresentam
diversas formas de trabalho e de contato com pessoas com deficiência,
importante registrar que a inclusão escolar se faz muito importante desde que
explorada de forma significativa para as pessoas com deficiência.
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