terça-feira, 13 de agosto de 2013

MEMORIAL AUTOBIOGRÁFICO - 1° ATIVIDADE DO PROJETO DE EXTENSÃO DE PSICOLOGIA HISTÓRICO CULTURAL E A TENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: POSSIBILIDADES TEÓRICO-METODOLÓGICAS A PRÁXIS PEDAGÓGICA

Memorial autobiográfico, referente à primeira atividade do Projeto de extensão de Psicologia Histórico Cultural e Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual: possibilidades teórico-metodológicas a práxis pedagógica, sobre orientação do Professor Mestre Giovani Ferreira Bezerra, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus de Naviraí.
Neste rumo, iniciarei contando minhas experiências e conhecimentos sobre meus contatos com pessoas com algum tipo de deficiência, em especial deficiência intelectual, minhas vivências com pessoas com algum tipo de deficiência são poucas, tendo em vista que época em que eu cursava a educação básica, não se falava ainda em inclusão na escola comum.
Meu primeiro contato com uma pessoa com deficiência, aconteceu com o tio de uma amiga minha, por volta dos meus 7 anos de idade, me recordo que  fui a casa desse homem acompanhada com  minha amiga e a mãe dela, que todos os dias ia até esta casa para fazer a limpeza e a comida, pois o  irmão dela que morava com a pessoa com deficiência trabalhava o dia todo, assim para ele não ficar sozinho me recordo que uma vizinha era responsável por o olhar enquanto um dos irmãos responsáveis por ele  não chegavam, me lembro que quando o vi, fiquei com medo, depois de conversar com  minha que me explicou que era necessário ter medo, comecei a mudar minha visão de criança, hoje já adulta o vi  e conversando com a sobrinha e a irmã dele e analisando a partir dos conhecimentos vivenciados na disciplina de educação especial e o curso de extensão, percebi que ele possui deficiências múltiplas, nesse caso ele possui deficiência intelectual, física, na fala e também na audição, perguntei se ele já freqüentou algum atendimento especializado e a irmã me respondeu que não, fez apenas alguns tratamentos médicos, mas que ela não viu avanços em seu irmão.
Minha segunda experiência com pessoas com deficiência aconteceu em minha escola do ensino fundamental, com um aluno que havia perdido a fala quando mais novo, na época ninguém nos apresentou, apenas o colocaram no fundo da sala, me lembro que ele era um menino muito inteligente, escrevia muito, fazia muitas anotações das atividades propostas, não tenho conhecimento se existia alguma possibilidade dele recuperar a fala, mais existia a possibilidade da perda da audição, nessa época esse aluno começou a fazer uso de aparelhos auditivos, por muitas vezes ele parecia incomodado, e alguns alunos começaram a chamá-lo de surdinho, minha professora parecia não se importar, ignorando por muitas vezes essas situações constrangedoras.

Apesar de minhas experiências serem poucas e bem remotas, acredito que podem ser muito importantes para minha formação como futura profissional da educação, a disciplina de educação especial e o projeto de extensão apresentam diversas formas de trabalho e de contato com pessoas com deficiência, importante registrar que a inclusão escolar se faz muito importante desde que explorada de forma significativa para as pessoas com deficiência.

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