Falar de “deficiência intelectual” há
alguns anos me deixava triste, confesso que hoje ainda tento entender. Tenho um
sobrinho que inclusive começou a morar conosco com apenas três anos de idade,
percebi que ele era mais lento para aprender as coisas, se comparado com as
demais crianças de sua idade, lento em todos os sentidos, demorou andar,
demorou falar e compreender o que falávamos com ele. Minha mãe levou ao médico,
e o médico disse que era normal cada criança tinha seu próprio ritmo e que
existia criança um pouco mais lenta no aprendizado.
João Vitor crescia e logo começou a
frequentar o CIEI na Educação Infantil, em casa não sabíamos lidar com ele, a
escola também não. Sabíamos que a mãe dele também quando criança era como ele,
teve muitas dificuldades. Então começou uma luta constante para o seu
aprendizado em casa e na escolar. Ele passou a frequentar a Psicóloga,
Neuropediatra, Fono, mas em sala não consegue acompanhar seus amigos da classe.
Ele estudou dois anos seguidos o 1° ano, por
não conseguir acompanhar os demais, já é repetente varias vezes no 2° ano. Hoje
ele estuda o 2° do Ensino Fundamental no período da manhã, estuda no período
vespertino, duas horas, três vezes na semana, no reforço e tem 12 anos de
idade, recentemente após relatório da Psicóloga, o Neuro receitou medicamento
controlado.
Ele saiu da garatuja, escreve seu nome,
reconhece as letras do alfabeto, os números, mas não consegue ler.
Fiz Pós em Educação Especial para
compreender melhor o que acontecia com ele e então poder ajudá-lo, esse curso
que iniciei penso que me dará algumas coordenadas tanto em sala de aula, pois
sou professora, como em casa para ajudar o meu sobrinho amado João Vitor. Ele
mora com minha mãe em outra cidade, mas constantemente vou visitá-los.
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