terça-feira, 13 de agosto de 2013

MEMORIAL

                Desde pequena sempre estive inteirada sobre como o mundo é, sobre o que é certo e o que é errado, e sobre certos imprevistos pelos quais passamos durante a vida. Minha mãe sempre se preocupou em desde muito cedo me orientar, para que nada de mal pudesse me acontecer, e para que eu não tratasse mal a ninguém.
                Quando eu tinha uns oito anos, minha família mudou-se para um bairro central da cidade, onde conheci um menino, que era nosso vizinho, com algumas características diferentes das outras crianças, ele era alguns anos mais velho que eu e tinha Síndrome de Down. Fiz amizade com sua irmã, que era mais nova do que eu, e sempre brincávamos juntas.
                Devido a proximidade com essa amiguinha, tive também bastante contato com seu irmão, ele era uma pessoa alegre, vivia brincando o tempo todo, corria de um lado para o outro, gostava bastante de fingir que tinha uma arma para ficar atirando nos bandidos, fazia o barulho dos disparos com a boca, esse fato ocorria pois seu pai era policial. Ele também adorava carrinhos, tinha vários deles.
                Quanto à escola, ele frequentava a APAE, naquela época ainda não havia essa política de inclusão de crianças deficientes no ensino regular. Ele gostava de estudar, mas com o tempo foi cansando, acho que porque aprender é um processo muito árduo, principalmente para essas pessoas que possuem mais dificuldades. Tiraram-no da escola por um tempo, mas depois o convenceram a voltar.

                Bem, essa é minha história, meu contato não é tão profundo quanto como quem possui essas pessoas na família, mas deu para perceber que precisam de atenção e oportunidade, para poderem desenvolver suas habilidades e viver da forma mais tranquila e natural possível.

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