Inicialmente, oportuno salientar que não
frequentei muito a creche, devido a isso não tenho lembranças se tive algum contato
ou amizades com crianças com deficiência.
Mas em 1999
ingressei na primeira serie do Ensino Fundamental, na escola publica Marechal
Rondon, nas series iniciais lembro-me de não ter nenhuma criança com
deficiência, eram todos ditos “normais”, porém, na Quarta-serie em 2002, entrou
um menino chamado Marcelo, que tinha deficiência intelectual e alguma deficiência que afetava seu sistema locomotor, não era
paraplégico, mas não conseguia se locomover direito.
Acredito
que para inseri-lo e fazer a sala se interagir a professora solicitava que algumas
crianças o ajudassem com as matérias, sentando ao seu lado, e ajudasse na
escrita, nunca era a mesma criança, lembro do afeto que todos tinha por ele. No
entanto, eu nunca me aproximei, acho que tinha algum receio, por mais que eu quisesse,
deveria ter algum tipo de (pré)conceito interiorizado em mim. Tenho lembranças
dele no intervalo era o único momento que tínhamos algum contato, lembro do seu
sorriso e dele brincando no pátio da escola, hoje tenho curiosidade em saber
que rumo tomou sua vida.
Depois
do Marcelo, lembro-me de ter duas meninas, as duas com deficiência que afetava o sistema locomotor, elas não eram da
minha sala, nos víamos no intervalo. Tive uma melhor amiga de infância, ela era
bem diferente de mim, se interagia com todos e ajudava, brincava com essas
meninas, e como não nos desgrudávamos no intervalo eu comecei a ajudava e
brincar também, mas nunca conseguia me dar 100%, após esse tempo não tive
nenhum contato escolar ou não escolar com pessoas com deficiência, nem no
Ensino Médio.
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