Eu trabalho com criança desde 2007.
Sempre gostei de trabalhar com grupos de criança, mas nunca quis ser
professora, porque eu achava que o modelo que eu concebia de professor não era
aquilo que eu queria ser. Eu queria ser diferente. E com o tempo eu fui vendo
que eu poderia vir a ser professora. Talvez uma professora um pouco diferente
do comum. Será? E aqui estou estudando para ser uma.
Não
tenho tantas experiências a respeito de deficiência, mas posso dizer que é
muito gratificante poder falar sobre este assunto.
Durante trinta e dois anos convivo com minha tia que
teve paralisia infantil, e sempre esteve presente em todos os momentos da minha
vida, ou em quase todos, para mim ela é uma eterna criança, adora presentes
principalmente bonecas e também sozinha costura as próprias roupinhas, cresci
vendo ficar horas e até perder o sono brincando, e até hoje isso acontece, ela não
ouve,não fala,anda com dificuldade,sempre
com a ajuda de minha mãe,e minha outra tia,que juntas cuidam dela. Margarida, este é seu nome, pessoa carinhosa, feliz,
mesmo com suas dificuldades, adora criança principalmente as pequenas,acho que
ela se identifica,pois com elas pode brincar.
Lembro-me de
um menino com deficiência física, trabalhei três anos em sua casa, Yago, hoje
ele esta com 18 anos, um menino esperto muito inteligente,era um exemplo na
escola,apesar de tantas limitações,mas com a ajuda de muitos ele esta ai,se
superando.
Fui funcionária pública durante cinco anos, tive o
prazer de trabalhar em três escolas de Campo Grande, sendo uma de tempo
integral, onde era responsável pela pré-escola, no cargo de Auxiliar de
serviços diversos,tendo oportunidades de acompanhar várias crianças com
diversos tipos de deficiência,auxiliando as idas ao banheiro,ou monitorando na
hora do intervalo para que nada
acontecesse à elas. Mas infelizmente a oportunidade de conhecê-las melhor, não
aconteceu, apesar de sempre me procurarem para ficar perto delas, não sei como
mas, eu as entendia, conheci as famílias, e pude perceber que eram unidas e
bastante presentes na vida daquelas crianças,
isso é muito importante,para que seu desenvolvimento aconteça.
Não
tinha nenhum conhecimento de como lidar com crianças com necessidades
especiais, tive muitas dificuldades, mas ao mesmo tempo foi um desafio.
E ainda continua sendo, hoje trabalho
em uma biblioteca pública acompanhando de uma cadeirante, escritora,
faz Graduação em Letras também na Unigran EAD,e hoje esta trabalhando em um
projeto Literário,ela teve paralisia infantil,uma pessoa muito inteligente e
difícil de lidar em certos momentos,mas nada que o tempo não me ensine.
Eu
acredito em uma educação para todos, e com um ensino especializado, mas não se
consegue implantar uma opção de inserção tão revolucionária sem enfrentar um
desafio ainda maior, o que recai sobre o fator humano. Os recursos físicos e os
meios materiais para a efetivação de um processo escolar de qualidade cedem sua
prioridade ao desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação, na
escola, exigindo mudanças no relacionamento pessoal e social e na maneira de se
efetivar os processos de ensino e aprendizagem. Por isso é necessário, a
formação do pessoal envolvido com a educação,nesse caso sendo de fundamental importância, assim como a
assistência às famílias, enfim, uma sustentação aos que estarão diretamente
implicados com as mudanças, é condição necessária para que estas não sejam
impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais
evoluída de educação e de desenvolvimento humano.
Sendo assim venho novamente ressaltar
que foi um desafio, continua sendo, e que cada dia mais estarei me preparando
para novas experiências,que venham sempre me satisfazer,e me proporcionar
alegrias,que foram e serão muito importantes para mim,e guardarei sempre em
minha memória.
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