Entre familiares vizinhos e até amigos eu tive pouca convivência com
pessoas com algum tipo de necessidade especial, na minha infância, eu conheci
uma menina, que morava no mesmo bairro que eu, que tinha deficiência mental, em
que ela não conseguia desenvolver as capacidades intelectuais de acordo com a
sua idade e eu me lembro que ela estudava na APAE e quando o ônibus parava
sempre ia a minha casa para brincar ali com minhas amigas, mas a mãe dela não
gostava muito e até evitava esse contato, porque mesmo ela sendo mais velha a
mentalidade dela era de criança, assim dava a impressão que se ela estivesse
dentro de casa longe do convívio social estava mais protegida.
Eu estudei em apenas duas escolas, o Ensino Fundamental na Escola
Municipal Odercio de Matos, localizada perto da minha casa e o Ensino Médio na
Escola Estadual Presidente Médici, era raro a matrícula de alunos com
necessidades educacionais especiais, os pais antigamente tinham receio em
matricular seus filhos em escola regular, acredito que até hoje ainda exista
essa dificuldade, tanto pelos pais, como também pela escola em oferecer
condições de atendimentos especializados que atendam as necessidades dos alunos
de forma a oferecer um ensino de qualidade.
Mesmo a lei garantindo o acesso
dos alunos ao ensino regular, as escolas em sua maioria não tem suporte para
atender a demanda existente e, portanto não garante a permanência do aluno com
necessidades educacionais na escola.
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